TEA e saúde suplementar: por que os custos estão aumentando nas operadoras de saúde?
O aumento dos diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem ampliado a demanda por terapias e serviços especializados, trazendo novos desafios para a saúde suplementar. Para as operadoras, o grande desafio é equilibrar o acolhimento adequado aos pacientes com a sustentabilidade da assistência.
Em entrevista concedida à Faculdade Unimed, falo sobre o impacto na sinistralidade, que está relacionado a uma combinação de fatores regulatórios, assistenciais e operacionais. Entre eles estão a judicialização de tratamentos que extrapolam o rol de coberturas obrigatórias da ANS, prescrições com cargas horárias terapêuticas excessivas e sem critérios claros de efetividade, dificuldades na qualificação de profissionais e da rede prestadora, além de falhas de auditoria e controle que podem favorecer irregularidades no faturamento de serviços.
“Muitas vezes, os médicos prescrevem tratamentos que estão cobertos pelo rol e não podem ser negados, mas fixam cargas horárias semanais excessivas. A carga horária terapêutica precisa considerar pontos importantes, como a frequência escolar, a convivência com a família, o direito do brincar livre, o tempo de ócio e principalmente a oportunidade de generalização de comportamentos aprendidos nas terapias“.
O tema exige uma gestão assistencial mais estratégica, integrada e orientada por dados, capaz de promover melhores desfechos clínicos e maior previsibilidade para o setor.
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